UM PRESENTE A MIM MESMA

O amor mais importante

Sobre minha própria companhia, tenho descoberto ser bem agradável.

Tenho me levado para passear algumas vezes nesse último mês. Fui comigo ao mercado, a umas lojas antigas que amo, comi chocolates, assisti filmes...e foi divertido ter eu mesma assim por perto.
A ideia é criar mais intimidade comigo, já que vamos conviver juntas por um bom tempo.

Apresentei umas pessoas a mim que eu ainda não conhecia bem.

Contei-me uns segredos. Afinal, precisava estabelecer mais confiança na relação.
Ah, me ensinei também a desenhar e escrever bobagens poéticas. Temos trabalhado a questão de expressar os sentimentos.

Tentei lembrar a mim mesma sobre o real sentido das coisas e da vida.

Passei a suportar as minhas crises de impaciência, os cursos intermináveis, a mania chata de cheirar os copos antes de beber neles, o excesso de sorrisos e a ausência deles nas horas mais inoportunas e tantas outras infinidades de esquisitices... só minhas, tão minhas.

Mostrei a mim como sou grata a vida pela maneira como eu a enxergo, como sou grata pela poesia que vejo pelos cantos dela.

Ensinei a mim uma maneira de ser nua, sem nenhum véu.

Me ensinei a transbordar, me mostrei partes de mim que precisavam de um tipo de amor que só se encontra uma vez na vida: o próprio. E, nessa história de estabelecer laços, descobri ser do tamanho exato para caber em mim mesma. Mesmo que às vezes falte espaço no peito, por ser quem sabe ser intensa demais para ocupar quem sou, posso agora encher novos caminhos com toda paz que sai de mim.

E de uns tempos pra cá tenho andado muito bem acompanhada de mim mesma!

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