DIA DAS MÃES UM POUCO ATRASADO

Quando a realidade é melhor que o sonho

Costumo sonhar muito, quase que todas as noites, já que minha mente trabalha bastante e não é muito habituada a descansar de madrugada. Em uma dessas noites, sonhei que estava em um carro com algumas pessoas da minha família, embora não me lembre de todos nitidamente. Mas, tenho a imagem do marido da minha prima e do meu pai brincando com um garotinho que deveria ter no máximo um ano. Ele era lindo e passava de colo em colo, sempre sorrindo muito.

Acordei com a sensação real que alguém da minha família teria um bebê em breve. Contei para minha mãe, meu namorado e depois comecei, em silêncio, minha espera. No geral, sonho com coisas que se concretizam e essa, quem sabe, estava bem perto de acontecer. Foi então, que meses depois veio na notícia de que minha prima estava grávida Tive certeza que alguns sonhos são realmente mais reais do que imaginamos.

A gravidez dela me fez pensar sobre muitas coisas. Aquelas perguntas incômodas que fazemos a nós mesmos.

Como alguém tão jovem pode ser tão consciente sobre a vida? Eu me perguntava. Porque foi isso que aprendi com ela, a olhar a vida de maneira real, presente.

Mesmo sabendo de tudo que estava por vir, ela seguiu. Ela era consciente dos apontamentos que sofreria, das oportunidades adiadas, das noites de sono perdidas, da vida que precisa ser deixada um pouco para o futuro, das suas necessidades de adolescente que agora seriam pequenas diante da responsabilidade de ter uma pessoa completamente dependente e de todas as dores e angústias que ser mãe pode trazer – independente da idade que se tenha um filho. Mesmo assim, ela decidiu ver o lado bom de tudo isso. Decidiu escolher coisas maiores que ela mesma. E não tenho dúvidas de que hoje ela é muito feliz em tudo que escolheu.

Não sou daquelas que romanceia a maternidade, até porque não há romance nenhum em ser responsável pela criação e educação de um ser humano. Nem acredito que toda mulher nasceu para ser mãe. Afinal de contas, hoje o mundo é outro e temos diversas maneiras de encontrar a realização e a felicidade sem que seja preciso casar e ser mãe para isso. Mas, vê-la assim, feliz. Olhar o Enzo assim, sorrindo. Ver que a família – seja qual for a sua formação de gênero – ainda é a base concreta para uma vida mais saudável e plena. Ver tudo isso me faz crer que vale a pena sonhar.

E, foi assim que Juju me ensinou que amar é sair de si mesmo. Foi assim que Enzo mudou tudo por aqui. Foi exatamente assim que a decisão de uma mãe me fez pensar que o amor pode realmente transformar nossas vidas por completo.

A todas às mães, em especial a minha rs, feliz dia das mães atrasado!

E a nós, que ainda somos filhos, um espaço maior no peito para caber nossas mães que possuem corações gigantes. Aqueles, que algumas vezes a gente não se dá conta direito.


Um agradecimento especial a Juliana Almeida – minha prima linda na foto acima – que me deixou dividir um pouco da história dela com vocês!

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