MÃES DE PET

Sobre relacionar-se!

Essa semana, com o dia das mães, observamos a polêmica do termo “mãe de pet” voltar com tudo nas redes sociais, principalmente o Facebook – maior palco dos memes hoje em dia. A discussão girava em torno da relação que existe entre os animais e seus donos e até que ponto os bichanos fazem parte da família.

A verdade é que os animais estão cada vez mais presentes nos lares e na rotina de inúmeras pessoas. Os cachorros e os gatos são os mais comuns, mas é possível ver de tudo um pouco, já que essa ligação tem se expandido bastante. Com toda essa inserção, a relação estabelecida entre humanos e animais domésticos mudou drasticamente. À medida que os animais passaram a integrar o ambiente interno das casas, passaram também a integrar vínculos afetivos mais profundos com seus donos.

As “mães de pet" defendem que a vida de um animal doméstico envolve cuidados, amor, gastos e responsabilidades tão complexas e intensas quanto à de uma “mãe de humanos”. Principalmente, no que diz respeito ao sentimento envolvido entre elas e seus animais.

Já outras pessoas, apontam que a relação entre pessoas x pessoas é diferente da relação pessoas x animais. Uma vez que, todo o sentimento envolvido nessa relação não se iguala ao sentimento materno propriamente dito e nem as realidade de uma mãe quando comparamos os desafios enfrentados por elas diariamente.

Meme viral no Facebook que desencadeou a discussão nas redes.

No meio dessa confusão, um questionamento maior deve ser levado em conta: Como e por que nos relacionamos? Melhor, o quanto nossa relação com os animais reflete a nossa relação com as pessoas?

É possível perceber na nossa sociedade uma necessidade, uma preferencia ao convívio com os animais em detrimento ao convívio com as pessoas. É fato que as relações humanas estão cada vez mais sensíveis e difíceis. E, todo esse processo de falta de confiança e empatia, tem a ver com o ritmo de vida acelerado e individualista que adotamos.
Muitas vezes, dentro de todo esse contexto, os animais presentam a comodidade necessária que precisamos quanto humanos. Porque no fundo eles passam a ser a representação de um cuidado e de um amor que podemos dar e receber, executando esse movimento sem ganhar contestações da outra parte, sem a possibilidade do sofrimento que as relações humanas trazem na bagagem. E essa é a maior questão pra mim, o quanto o termo em questão pode representar uma saída e não um sentimento propriamente dito.

Quero deixar claro que não julgo quem se considera mãe de pet, cada um estabelece as relações que se sente mais confortável e feliz para estabelecer. No entanto, não me classifico como uma, da mesma forma que não faria essa classificação para outras pessoas. No fundo, quero apenas compreender qual a razão social dos nossos comportamentos e dos nossos sentimentos. Quero ter certeza que o que sentimos é mesmo amor e não falta.

E assim, imersos nesse tema polêmico, deixo a cada um sua própria conclusão. E, a todos nós, a certeza que ninguém discorda, de que precisamos aprender a amar mais e melhor com nossos amigos de quatro patas!


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2 comentários sobre “MÃES DE PET”

  1. Você sabe que tenho um cachorro, e que me considero mãe dele, pelo cuidado, carinho e gastos que ele demanda. Concordo que as relações humanas precisam ser repensadas, eu diria que estão à beira de um colapso, mas talvez a “maternidade pet” surja em um contexto no qual ter um filho se torna cada vez mais difícil, não só pela relação com ele, mas principalmente pelas questões financeiras e a responsabilidade de educar alguém em um mundo tão caótico. Assim, cuidar de um pet é a possibilidade de colocar pra fora uma parte do amor que há dentro de cada um. Até mesmo porque, nem todo mundo nasceu para ser mãe, ou pai, e nem por isso sabe amar menos! E acredite, pets podem ser bem contestadores, e mesmo sem saber falar nossa língua, tem muito a nos ensinar.

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