EU VOU VOTAR EM…

E agora José?

Há apenas 10 dias das eleições, tivemos uma semana conturbada no cenário político do nosso país. Não que isso seja novidade nos últimos tempos, já que nossa recém nascida democracia parece ter entrado em uma montanha russa sem fim desde as manifestações de 2013. Contudo, o mais preocupante agora é repensar os contornos que essas confusões vêm revelando, deixando cada dia mais claro que ainda estamos engatinhando quando o assunto é coletividade x individualidade.

As falas do vice candidato a presidência Mourão, nas suas ácidas críticas ao 13º salário e ao adicional de férias, o suspeito – e legalizado – cancelamento dos títulos de mais de 3 milhões de eleitores que não se cadastraram ao sistema biométrico, a agressão sofrida pela administradora da página "Mulheres Contra Bolsonaro" e a indigesta foto de Carlos Bolsonaro em sua apologia a tortura, são apenas alguns pontos a serem problematizados levando em conta essa ideia.

Diante disso, é importante pensar que definir um candidato político, assim como realizar qualquer outra escolha na vida, está baseado em nossos valores. Nenhuma opção é tomada sem levar em conta nossas experiências, sociais e individuais, vividas ao longo de toda uma história. Com essas experiências está somada também nossa expressão de fé, nossa visão de mundo, nossa noção de público e privado, coletivo e individual, direitos e deveres. Nessa lógica, é fácil compreender as escolhas de cada um quando olhamos seus candidatos.

Pensando nisso, nosso site quis mostrar algumas informações e ferramentas importantes que podem te ajudar na hora de escolher ou repensar/reafirmar sua escolha para o seu representante na presidência do Brasil.

 

Informações
Primeiro, vamos entender o que realmente faz um presidente. Parece bobagem falar isso, mas muita gente anda por aí pensando que o seu representante pode realizar ações e tomar decisões maiores do que aquilo que realmente seu poder concede.

Fonte: Politize!

 

Ferramentas
Com as informações sobre o cargo da presidência em mãos, vamos ver quais são as ideias que cada candidato defende. Afinal de contas, o voto não pode ser selecionado levando em conta simpatia com sua personalidade ou julgamentos superficiais.

1) Propostas e Programas

O site da BBC disponibilizou um quadro com as propostas de todos os candidatos separadas por áreas, como podemos ver no exemplo da imagem abaixo. O material ficou muito interessante e vale a pena para uma análise mais rápida.

Fonte: BBC

 

Sobre os Programas de Governo, listamos os links para acesso ao que cada candidato apresentou:

Alvaro Dias (Podemos)
O plano de governo do candidato do Podemos, Alvaro Dias, é dividido em 3 eixos: Sociedade, Economia e Instituições.

Cabo Daciolo (Patriota)
O plano de governo do candidato Cabo Daciolo (Patriota) é denominado de “Plano de Nação Para a Colônia Brasileira”.

Ciro Gomes (PDT)
O candidato a presidente pelo PDT, Ciro Gomes, divulgou 1 plano de governo, de 62 páginas, chamado de “Diretrizes para uma estratégia de desenvolvimento para o Brasil”, composto por 12 eixos.

Eymael (DC)
José Maria Eymael, o candidato da Democracia Cristã, apresentou 1 plano de governo genérico com propostas como “cumprir e fazer cumprir a Constituição”.

Geraldo Alckmin (PSDB)
O candidato tucano promete eliminar o déficit fiscal em 2 anos e promover uma reforma política, com a implementação do sistema de voto distrital. Alckmin afirma que vai reduzir o número de ministérios e partidos.

Guilherme Boulos (PSOL)
O candidato do Psol promete fazer uma auditoria da dívida pública: “Mudança no perfil da dívida pública federal visando o alongamento de prazos, a eliminação da indexação dos títulos emitidos às variáveis macroeconômicas Selic, inflação e câmbio e, assim, a redução do pagamento de juros sobre a dívida e seu caráter concentrador de renda: realização de auditoria para evitar novos contratos lesivos ao povo brasileiro junto a instituições financeiras”, consta trecho do plano de governo.

Henrique Meirelles (MDB)
O programa de governo do candidato Henrique Meirelles (MDB) se chama “Pacto pela Confiança”.

Jair Bolsonaro (PSL)
Eis os principais pontos do plano de governo de Jair Bolsonaro: Ministério da Economia – volta a existir com a fusão das pastas da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio, além da incorporação da Secretaria Executiva do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos); escolas militares – construir uma unidade em cada uma das 26 capitais [...]

João Aamôedo (NOVO)
Leia as diretrizes do plano de governo de João Amoedo (Novo): oportunidades para que todos os brasileiros possam trabalhar, empreender e viver cada vez melhor; educação de qualidade e conhecimento para que as crianças e os jovens possam construir seu futuro em um mundo em transformação [...]

João Goulart Filho (PPL)
O filho do ex-presidente João Goulart e candidato pelo Partido Pátria Livre, João Goulart Filho, prometeu em seu plano de governo dobrar o salário mínimo em 2 anos.

Haddad (PT)
O plano de governo da chapa petista tem propostas como mudanças no STF (Supremo Tribunal Federal), taxar patrimônios e grandes fortunas.

Marina Silva (REDE)
A candidata da Rede Sustentabilidade reservou uma parte do seu plano de governo para a população LBGT. Nas eleiçoes de 2014, ela foi criticada por incluir propostas voltadas para esse segmento da sociedade nas diretrizes de sua campanha, mas depois retirar após pressão de setores evangélicos.

Vera Lúcia (PSTU)
A candidata do PSTU, Vera Lúcia, divulgou 1 plano de governo denominado de “16 pontos de um programa socialista para o Brasil contra a crise capitalista“.

Fonte: Site Poder 360

 

2) Sintonia Eleitoral

A página Sintonia Eleitoral, disponibilizada pelo G1, “[...] é uma ferramenta que compara os seus pontos de vista com os dos candidatos à Presidência. O posicionamento dos candidatos foi determinado a partir das respostas deles ao questionário ou com base em declarações públicas feitas por eles. As respostas dos participantes são confidenciais e não serão divulgadas.” O resultado final demonstra uma porcentagem que te aproxima do candidato que mais tem itens em comum com você.

Eu fiz o teste e esses são os meus resultados:

O maior gráfico fala sobre a sua compatibilidade com os candidatos. Como vocês podem ver, acredito que o resultado foi bem coerente com minhas ideias atuais. Embora não vote nela, fiquei surpresa ao ver que tenho mais pontos em comum com a Marina do que imaginava, por exemplo.

Fonte: Sintonia Eleitoral

O segundo demostra seu posicionamento no cenário político. O gráfico, por ser bem ilustrativo, aponta extremos. O que sabemos não ser exatamente o real levanto em conta a extrema direita.

Fonte: Sintonia Eleitoral

Por último, podemos ver as perguntas relacionadas as respostas dos candidatos. Separei o tópico de educação para dividir com vocês porque acredito ser um dos mais importantes hoje.

 

 

Depois desse panorama, vale lembrar que o voto é uma escolha individual, mas suas consequências são coletivas. Essa, inclusive, é uma grande questão a ser discutida em nossas rodas de amigos, filas de mercado e debates em família. Ao contrário do que temos observado  em alguns discursos, interesses pessoais não devem sobrepor os interesses sociais. Quando você defende que precisa de medidas mais duras - porte armas, por exemplo - contra a violência porque tem medo de ser assaltado, você não está pensando na questão da segurança pública como um todo, não está levando em conta fatores sociais e econômicos de longos processos históricos; ao contrário, está analisando um problema imenso através do buraco da fechadura. Por isso, não pense apenas a partir das suas realidades.

Política é um bem comum!

Links sobre o tema:
Como escolher o seu candidato?
Filho de Bolsonaro é acionado na Comissão de Ética do Rio
Por 7 a 2, Supremo nega pedido do PSB para liberar voto de eleitores com título cancelado
Eleições 2018: Um guia de como escolher um candidato
Eleições e infância: o que cada candidato pensa sobre o assunto?
QUAIS SÃO AS PROPOSTAS DOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA PARA GESTÃO PÚBLICA E COMBATE À CORRUPÇÃO?

 

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