SENSE 8, CONEXÃO E FÉ

“Acho que eu sou exatamente igual a você.”

Assisto umas 20 séries ao mesmo tempo e sim, não consigo terminar uma para começar a outra. Vou me apaixonando e faço daquele pedaço de filme um pedaço de mim. Me apego e quero que aqueles personagens façam parte da minha vida um pouquinho quase que todos os dias. E assim, não importa o tempo, nem o quanto, a lista vai ficando interminável, incalculável, cada dia mais amável.

Nessa loucura que é a netflix, descobri Sense 8 através de uma amiga e socorro... me apaixonei completamente. Uma série forte, intensa. Repleta de agoras, mergulhada de ontens e cheia de esperanças sobre o amanhã. Fiquei vidrada, esqueci de todas as outras, foquei completamente nesse universo insano que Lana Wachowski inventou e com ele percebi que a vida poderia ir um pouco além daquilo que nos deixamos fazer acreditar que era.

Entre um episódio e outro, me peguei pensando no poder da conexão. Não a virtual, a real. Aquelas que nascem no olhar, no toque, no cheiro. Aquelas que nascem do sentimento mais íntimo de crer que o outro também sou eu. A conexão com aquele que não é meu, mas é nosso, já que o mundo é um lar comum. Sim, o mundo é um lar comum! E, nessa casa grande, de quartos imensos e largos, cabe – muito bem acomodado – qualquer um que se ajeite. Basta estar conectado. Basta olhar para o lado.

Entre um episódio e outro, me peguei pensando no poder do amor. Porque o amor, ah o amor, é capaz de ultrapassar até mesmo o ego, barreira mais dura no muro da vida. É capaz de deixar de lado nossa capacidade inata de estragar a felicidade pelo medo que sentimos dela. É capaz de tudo aquilo que não vemos, porque não nos deixamos ver. E era um amor tão puro, era um amor tão simples, era um amor tão verdadeiramente humano, que só sabia amar. E nessa série, sem dúvidas, eu aprendi sobre o que é amar...

Entre um episódio e outro, me peguei pensando no poder que é ser. Afinal de contas, passamos tanto tempo tentando ser algo que no fim não somos nada além daquilo que almejamos. Não somos nada além de um espelho, refletindo e brilhando o rosto de outras pessoas que um dia foram, ou que ainda são e, que de alguma forma – consciente ou não – nos fazem ser quem somos hoje. Nós somos? Nós somos! Somos exatamente iguais. Eu e você. Você e o outro. Todos sentindo o mesmo amor, no mesmo peito. O problema é que esquecemos...

No fim, terminei a série com um alívio no coração, uma alegria na alma e toda vez que falo ou penso nela, sorrio. A sensação de que aprendi tanto, com algo que parecia ser tão pouco, ficou guardada no canto da boca, escorrendo para o lado, querendo saltar. Aprendi mais, aprendi que fé talvez seja a parte final da ponte, aquela que descobrimos quando não paramos de lutar.

Sempre que posso, confabulo com minha amiga se os sense 8s realmente existem kkk Somos dessas que acreditam em tudo. Ultimamente, acreditamos em pessoas...

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