DIÁRIO #13: TINHA UM BEBÊ NA ACADEMIA

E não era a passeio!

Gente, preciso dividir isso!

Cheguei para malhar, fui colocar minha chave no suporte e dei de cara um bebê, lindo e acordado deitado no carrinho. Fiz aquela voz infantil, brincando com ele e, segui para minha rotina maromba enquanto pensava que os pais dele estivessem dando uma volta, acompanhando alguém, levando o mais velho ao judô. Mas não, querido leitor! Nada disso!

A mãe, a mãezona da p… desse bebê estava malhando!

Assim, do meu lado, fazendo elíptico!

Quando a olhei descendo do aparelho, pegando aquela coisa fofa, dando uma conferida na cria e voltando a malhar, quase caiu uma lágrima aqui no cantinho do olho… Fiquei tão feliz de ver mulheres fortes em todos os sentidos naquele lugar. Mulheres que veem a maternidade de uma maneira diferente, que não vivem para serem servidores de seus filhos e que são mulheres mesmo sendo mães.

Que linda! Que orgulho de estar ali, do seu lado, de poder ver esse modelo de mãe!

Tenho pensado nisso ultimamente, no quanto somos abrigadas a viver maternidade e no quanto essa obrigação trás no combo a negação de ser mulher. Precisamos problematizar isso, resignificar isso, precisamos mudar isso! Uma vez me peguei pensando se eu tivesse um filho como eu faria para manter a rotina da academia… na hora me imaginei com ele lá, deitadinho em algum lugar que eu pudesse ver. E meu deus, essa mãe deixou tudo tão possível! Deixou o mundo tão mais leve!

Depois, pensei que não seria preciso tudo isso se os homens assumissem de fato sua paternidade para além das fotos no Facebook. É que a vida parece correr normal para eles quando os filhos chegam, enquanto nós, precisamos levá-los à academia…

O que alegra meu coração, foi perceber na mesma semana, alguns meninos com suas lindas filhas. Eles cuidavam delas, já maiores – lá pelos 4/5 anos – enquanto também malhavam. Foi ali que entendi porque não dei certo em nenhuma academia, mas nessa, ah nessa, eu continuava firme e forte!

Á essa mamãe fitness incrível e sua mãe – que também estava lá sendo rede de apoio, enquanto também malhava – quero deixar meu muito obrigada. Quando crescer, quero ser assim, como vocês: forte não só no corpo, forte na alma!

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