UM PRESENTE A MIM MESMA

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Se amar é mais que o olhar no espelho!

Sobre minha própria companhia, tenho descoberto ser bem agradável.

Tenho me levado para passear algumas vezes nesse último mês. Fui comigo ao mercado, a umas lojas antigas que amo, comemos chocolates, assistimos filmes, lemos livros… E foi divertido ter eu mesma assim por perto.

Apresentei umas pessoas a mim que eu ainda não conhecia bem. Algumas da família, outros apenas amigos, alguns ainda conhecidos distantes, mas do mesmo jeito meus.

Tentei lembrar a mim sobre o real sentido das coisas na vida. Sobre a necessidade de amar o mundo como ele é e as pessoas como elas são.

Contei uns segredos, a final precisava estabelecer mais confiança na relação. A ideia é criarmos mais intimidade, já que vamos conviver juntas por um bom tempo.

Passei a suportar as crises de impaciência, os cursos intermináveis, a mania chata de cheirar os copos antes de beber neles, o excesso de sorrisos e a ausência deles nas horas mais inoportunas e tantas outras infinidades de esquisitices…

Mostrei a mim como sou grata à vida pela maneira como eu a enxergo, como sou grata pela poesia que vejo pelos cantos dela.

Me ensinei uma maneira de ser nua, de ser crua, de ser rua, sem nenhum véu .

Me ensinei a transbordar, me mostrei partes de mim que não lembrava mais existir e deixei que se afogasse, no fundo azul do meu peito, um de um tipo de amor que só se encontra uma vez na vida, o meu. E, nessa história de estabelecer laços, descobri ser do tamanho exato para caber em mim mesma.

E, de uns tempos pra cá, tenho andado muito bem acompanhada comigo!

A FELICIDADE ESTÁ NO LUGAR ERRADO

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Não precisa dar certo sempre!

Domingo à noite a gente não tem muita coisa para fazer. Aquele horário entre seis e meia noite parece durar na verdade três dias e a gente começa, aos poucos, a sofrer com a dolorosa tensão da pré-segunda-feira . É nessa hora, nesse exato momento do dia, em que paramos em frente à TV e nossa única tábua de salvação é o catálogo da Netflix.

 Foi assim que tudo começou…

Tomada por esse sentimento, assisti a um filme que parecia bobo, com cara de velho e que eu nunca tinha ouvido falar. Questão de Tempo o nome dele. Comecei nem sei por que – acho que pelo ator principal, que já vi em algumas series – e fui indo, indo até ir mesmo e entender que aquele pedaço de história solto no tempo tinha muito a me dizer.

Com delicadeza, ele falava sobre família, sobre amigos, sobre amor. Ele falava sobre a vida banal que todos nós temos e do quanto, às vezes, tudo precisa dar errado para dar certo.

Como em uma das cenas, quando tudo dá errado e esse errado parece o fim, e esse errado parece pesado demais, mas não era. Descobrimos que o jeito errado era o jeito certo e que a chuva, mesmo incomoda, podia deixar o dia mais bonito, e que a rotina, mesmo chata, podia transformar o comum em extraordinário.

Entendi então que a felicidade sempre esteve no lugar errado. Acreditei por muito tempo que a encontraria em um espaço perfeito do amanhã, regado a muitas expectativas e inúmeras, grandiosas, manifestações de alegria. Doce engano.

Quando tudo deu errado, quem era meu permaneceu. Quando tudo deu errado, o sorriso sorriu sincero em mim. Quando tudo deu errado, a vida fez dar certo de novo de alguma forma inexplicável. E só assim eu percebi que nem tudo que deu errado realmente deu.

Felicidade era então acordar todos os dias e encontrar as mesmas pessoas e fazer as mesmas coisas e ainda assim ser dono de si, e ainda assim sorrir.

Felicidade é saber que nem tudo precisa dar certo o tempo todo para que a gente possa ser feliz.

MARIA CRISTINA É UMA AVENGER E VOCÊ NÃO SABIA

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A beleza de enfrentar o mundo!

Maria Cristina trabalha comigo. Na verdade, eu trabalho com ela, já que eu cheguei depois e ela está por aqui há quase trinta anos. Nesse tempo, com sua personalidade marcante, ouso dizer que não existe uma pessoa nessa empresa inteira (olha que somos quase mil funcionários) que não a conheça. É impossível não conhecê-la!

Ela é alegre, fala alto. Ela é intensa, diz o que pensa. Ela é agitada, não deixa nada para amanhã, acho inclusive que a palavra amanhã nem existe no dicionário dela. Mas a grande questão, a maior questão de todas, é que Maria Cristina é forte! Eu poderia dar mil adjetivos para ela, mas esse é necessário, é quase um anti-adjetivo – como se fosse possível existir uma palavra que, não sendo o adjetivo, já o seja. Como se falar de força e de Maria Cristina fossem à mesma coisa.  Maria Cristina é forte!

Ela acorda às 5h da manhã, faz crossfit, dá conta da sua família, dá conta dos seus amigos, da conta de si mesma. Alimenta-se bem de verdade – como vejo poucas pessoas fazendo – está sempre bonita, bem humorada, trabalha muito e, quando digo muito é MUITO MESMO, dá conta de si mesma, dá conta dos seus amigos, dá conta da sua família. Maria Cristina é forte!

E essa força toda está ligada a uma fina e incomoda verdade: Maria Cristina está sempre vivendo! Está sempre a procura do novo, que se apresenta aqui, hoje, agora, no momento presente. Está sempre percorrendo caminhos que sejam possíveis, que sejam seus e se reconstruindo, mesmo que isso custe abrir sozinha novas estradas. Maria Cristina está sendo e ser é o que faz dela forte. Maria Cristina está escolhendo ser e escolher ser é o que faz dela ela mesma.

Por que o que são os super-heróis senão frutos de suas próprias escolhas? Maria Cristina seria então o Avenger mais poderoso do grupo, aquele que detêm o poder sobre si mesmo, aquele que escolhe as batalhas pelas quais valem realmente a pena lutar e que se apresenta para vida da mesma forma que a vida se apresenta para ela, com urgência de vivê-la.

Não que ela seja perfeita. Tem lá seus defeitos… Todo mundo tem!  Não que sua vida seja impecável. Nenhuma vida é e às vezes ela pode não dar conta de tudo… Não que seu modelo de pessoa seja o ideal a ser seguido… Ninguém é absolutamente ideal.

Ideal mesmo é saber que sua força não nasce de nada que seja externo, de nada que seja do outro. Sua força nasce de si mesma. Cresce da beleza de enfrentar o mundo de peito aberto, da confiança de que sim, podemos tudo; sim, podemos mudar o mundo. Podemos ser mais do que imaginamos. Podemos ser tudo aquilo que imaginamos. Basta escolher ser!  

Porque escolher é, sem sombra de dúvida, um superpoder!


Quero deixar um agradecimento especial à Maria Cristina, essa mulher realmente forte e batalhadora, que me deixou dividir sua história!

A ARTE DE ESQUECER O INESQUECÍVEL

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É preciso viver o presente!

Esses dias eu viajei a trabalho. Um dia inteiro de treinamento em outra cidade.

Tudo planejado: horário para acordar marcado às três e meia; a roupa passada do lado da cama, já pronta para vestir; a sandália do lado da roupa, já pronta para calçar; a bolsa em cima disso tudo, já pronta para pegar; celular bem carregado, para não precisar deixar na tomada durante o curso e, na geladeira, um iogurte e um bombom, que eu deveria pegar antes de sair, assim que desse cinco da manhã e o carro com o pessoal do meu setor chegasse.

Resultado: dormi até às quatro e meia porque esqueci de colocar o celular para despertar e só acordei porque meu pai, um homem bom e com um relógio biológico melhor ainda, me chamou. O desespero do atraso me fez levantar correndo, tomar banho correndo, pegar uma blusa correndo (não sei por que peguei uma diferente da que eu tinha separado antes) e esquecer, na geladeira, o iogurte e o bombom. Além, é claro, de atrasar todo mundo da equipe em uns cinco minutos junto comigo.

Assim, passei o dia morrendo de calor porque usei um casaco ao invés de uma blusa fresca e morrendo de fome até o café porque não levei nada para beliscar na estrada. Assim, comecei a pensar no quanto era mais importante o caminho do que a chegada em si. Por que, convenhamos, de que me adiantava ter tudo no lugar certo se eu não estava acordada? A roupa do lado da cama, a sandália do lado da roupa, a bolsa em cima de tudo não me servia de nada se ao invés de usá-las eu estava dormindo.

Meus planos eram apenas planos, sem nenhuma força de realidade à medida que eu não os realizava. Era como se a vontade de viver o amanhã sufocasse a oportunidade única de ter vivido no ontem o hoje que me esperava. Deixar para trás o bombom e o iogurte era apenas a consequência rala de não ter lembrado do agora.

Por isso, pensei no quanto o tempo presente, esse momento do aqui, eternizado no hoje, é singular. Pensei no quanto a ansiedade tira dos nossos olhos a beleza das estradas, deixando a aflição do horizonte – que é tão longe, tão distante de nós – ser a única coisa que vemos, vagando como a poeira da possibilidade de algo que ainda vai ser. Que só vai ser quando a gente de fato for.  E que talvez nem seja se estivermos dormindo quando a vida viver do nosso lado…

Por isso, espero que a gente viva mais o presente. Espero, realmente, que na próxima viagem eu não esqueça o despertador!

EU SOU MALUCA

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Alguns dias, nem a gente se aguenta!

Eu sou maluca. Não patológica, daquelas que precisam de tratamento. Mas “mentológica”, daquelas que precisam de estranhamento.

Represento o pior do pior de todos os tipos de malucas que pode existir: sou a maluca que parece normal. Costumo agir de maneira socialmente aceita com desconhecidos, sorrio sempre que exigem sorriso e falo educadamente “não, obrigada” quando não quero, obrigada! No entanto, quando me aproximo demais de alguém, quando ganho aquela tão inoportuna “intimidade”, um animal dentro de mim se solta da coleira e, desenfreado, parece querer devorar o mundo a sua volta.

Ele é feroz! Além de perigoso, possui traços de criança, trejeitos infantis que o fazem agir com comportamentos inesperados, incompreendidos e até imaturos. Ele fere, morde, mata e morre, mesmo que nunca morra de fato.

Mora aqui dentro de mim há muito, muito tempo… Um dia, foi apenas uma lenda, ouviu-se falar que ele existia; depois virou sombra, poeira leve que corria atrás de mim e, hoje, forte e bem alimentado, deixa a mostra de todos o caráter de sua realidade.  Ele é realmente feroz!

Descobri sua aparição certeira sem querer, distraída, olhando a vida. Quando dei por mim, ele havia devorado inclusive minha mão. Foram-se dedos, foram-se anéis, foi-se tudo; o braço só ficou porque se escondeu. Perdido na mão, o riso coitado, foi engolido sem querer.  Assim, como a leveza e a pequena da paz, tadinha, que se embrenhou entre as unhas até sumir.

Assim, entendi que o monstro aparece, forte e barulhento, sempre que é preciso expressar um sentimento ou admitir uma fraqueza. Isso não quer dizer que ele também não esteja presente no dia a dia, em afazeres comuns. O animal da loucura está sempre lá, expressado em frases de desculpas e exageros, mostrado em culpas e sentimentos de desamor, refletido em medos de ser quem se é e de viver. Ele está sempre lá. Ou melhor, aqui.

Pergunto-me se ele e eu somos a mesma pessoa, já que moramos no mesmo lugar. Mas é difícil dizer. Nem tudo aquilo que se é, se é de verdade. Às vezes a gente nem é aquilo que realmente parecer ser e ainda assim é bem mais que isso… No fim, talvez a gente seja mesmo um pouco um do outro. Eu sou um pouco do mostro, o monstro é um pouco de mim. Como filhos, que são um pouco daquilo que são os pais, mas não são os próprios pais em si.

Quem sabe o monstro da loucura não tem uma missão a cumprir em mim? Prefiro acreditar que ele existe para me tornar mais forte, para me mostrar a leveza da vida e me fazer mais gentil; para me ajudar a enxergar o quanto sou altamente capaz de tudo e dar garra nos dias em que é difícil ser uma pessoa melhor.

Não tenho alimentado o monstro com muita frequência, mas fico de olho nele. Jogo de longe uma carne, de vez em quanto. Não quero perder a outra mão que me resta.

Quem sabe eu sou mesmo maluca! Mas quem não é, não é mesmo?

Cada um tem seus próprios monstros!

ALGUMAS DE NOSSAS DORES NINGUÉM VÊ

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O sofrimento que escondemos, às vezes, bate a porta!

Hoje eu quero falar sobre a vida. Essa coisinha pequeninha, que cabe inteira no peito e traz coisas que só a gente sabe, só a gente sente, só a gente entende.

Durante essa semana inúmeras situações aconteceram, não comigo, mas com pessoas que conheço. Situações tristes, cheias de dor, de lágrimas, de perdas. De falecimentos à términos traumáticos de relacionamento, as pessoas ao meu lado sofreram. E essa dor, essa enorme dor, doeu em mim.

Não só pela amizade que nutrimos, mas principalmente pela forma como eles foram obrigamos a reagir a elas. Porque mesmo passando por tudo isso, a vida de todas essas pessoas continuou. Elas foram obrigadas a continuar.

Trabalharam, saíram, conversaram, até riram, talvez mesmo sem querer sorrir. Eles tiveram que encarar a rotina que não pede licença aos nossos problemas, deixando-nos a vontade para vivê-los, nos recuperarmos e assim, enfim curados, continuarmos. Ela simplesmente segue independente da certeza se estamos preparados ou não para isso.

Tudo isso me fez pensar que nós realmente não sabemos o que o outro carrega no peito. Não sabemos nada sobre as dores alheias. Não sabemos nada sobre o sofrimento do próximo. Não sabemos nada. Quantos sorrisos, na verdade, escondem lágrimas?

Cada dia tenho mais certeza de que é preciso olhar as pessoas com mais amor e menos julgamento.

Algumas de nossas dores ninguém vê!

NÃO SEI FAZER STORIES

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A vida é vivida agora!

Acredito que todo mundo já tenha ouvido falar sobre. No whatsapp se chama status, no instagram stories, mas o objetivo é o mesmo, ficar narrando, todo dia, toda hora, tudo aquilo que você faz de interessante, de legal, de novo, para que as pessoas que te seguem, ou não, saberem o que você faz.

Até aí tudo bem…

A grande questão é que eu reparei que eu não sei fazer stories. Ou, talvez, eu não queira saber. Estava conversando com uma amiga hoje sobre isso. Falamos que depois de 2018, quando o saldo de fotos não foi o que eu esperávamos, reparamos esse comportamento quase “desumano” nosso.

Percebemos que, em um geral, quando nós lembramos, quando dá, nós postamos alguma coisa por lá. Assim, bem leve. Assim, sem pressão. Assim, sem precisa agradar ninguém. Sem precisar esperar a atenção de ninguém.

Fiquei pensando nisso e no quanto algumas pessoas têm certa necessidade de serem vistas e de fazerem suas vidas serem vistas. Como se uma plateia fosse imprescindível o tempo inteiro, para aplaudir seus passos, rir seus risos, mas nunca chorar seus choros. Afinal de contas, ninguém parece triste por lá. Todo mundo parece sempre assustadoramente feliz.

Pensei também na exposição que esse costume – porque sim, virou costume – pode trazer. De repente todo mundo sabe onde a gente tá, com quem a gente tá e o que a gente faz. Não que isso seja sigiloso (talvez seja para algumas pessoas rs), mas a questão é que isso nos torna tão vulneráveis, tão localizáveis. Estamos sempre assim, ao alcance das mãos de alguém e, se essas mãos fazem o bem ou fazem o mau, é difícil prever.

Vou continuar postando algumas coisas lá quando eu lembrar. Quando forem interessantes, forem agregadoras, forem reais. Não prometo muita coisa. Prometo apenas viver. Na verdade, espero que todos nós possamos prometer viver.

E tudo bem se no fim do rolê a gente não postar uma selfie. É bom sinal. Significa que vivemos o momento!

GRATIDÃO OU OBRIGADA?

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É preciso ser grato pelas coisas certas!

Coaching é o assunto do momento.

Ainda não sei o ranking das palavras do ano, mas na linha lista ela estaria no Top 10, porque ôh palavrinha usada em 2018. Eles, os coachings, apareceram tímidos, chegando pelos cantos e agora são muitos, estão em todos os lugares, em todas as áreas. É coaching que não acaba mais!

Particularmente, não tenho nada contra eles, conheço alguns que são ótimos, até indico. São amigos do peito, que não largo por nada. Mas eu quero poder falar obrigadaaaaaaaaa!

Porque eu não sei vocês, mas a ideia de gratidão é algo que fica irritando a gente. Fica ali, como um mosquito rondando os ouvidos, caindo pelos cantos da boca, cortando o tempo e deixando a gente com cara de nada ao ouvir.

Você só quer dizer obrigada a alguém que segurou a porta enquanto passava com a mão cheia de coisas, porque sim, ela era obrigada a fazer a isso. Gentileza deveria ser obrigatória. Nunca imaginei que não fosse.

Você só quer dizer obrigada quando alguém com um carrinho cheio de compras cede o lugar para você na fila do mercado; você que só foi comprar um biscoito. Nesse caso, claro, a pessoa não era obrigada. Mas na minha cabeça era kkk Gentileza deveria ser obrigatória. Nunca imaginei que não fosse.

Eu só quero ser grata pelo que de fato merece gratidão!

Por isso, sou grata pela vida simples e doce que levo, em uma cidade linda, de mar, laguna e sal, no interior. Sou grata pela minha família, pelos meus amigos, pela minha beleza que é minha, por esse eu inteiro que cabe aqui, muito bem acomodado em mim. Sou grata! Só não sou grata pela pasta de dente que me emprestaram no banheiro.

E não vem com essa de que “ah, não sei que lá pessimista”. NÃO SOU PESSIMISTA! Sou realista! E gosto tanto dessa realidade, gosto tanto de tê-la por perto. É uma sensação boa demais sonhar com os pés no chão!

Assim, nessa meiuca entre o fim de um ano e o início do outro, na briga infinita entre obrigada x gratidão, faço questão de colocar cada palavra em seu lugar. Faço questão de dizer as duas, como eu quiser usar. Quero ser grata e quero agradecer. Quero ser.

Aos Coachings, principalmente os que são meus amigos, perdão! Precisava me libertar kkk

Não é nada contra vocês. Continuem “Coachiando”. Continuem!

Eu só quero dizer obrigada sem culpa!

COMO SE CHAMA SUA VAGINA?

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Não nos vemos como de fato somos!

Ximbica, não sei por que lembra o Chimbinha do Calypso. Não recomendo usar!

Xereca, trás uma ideia de algo aberto. Pessoas com menos vergonha usam sempre.

Buceta, clássico dos clássicos, usado facilmente como palavrão.

Buceta Cabeluda, clássico mais refinado.

Buceta Murcha, clássico menos refinado.

Buceta Murcha e Cabeluda, clássico que escorre ódio. Talvez esteja em uma categoria acima de palavrão.

Perseguida, aquela que possui um perseguidor. Essa é perigosa.

Pepeca, que lembra a Pepa e todo mundo gosta de usar.

Periquita, a esposa do Periquito?

Xana, nome de gente. Não ficou legal!

Xoxota, já trás uma imagem de molhado; acho que é o som que a palavra tem. Lembra-me na hora os “moleque stronda”.

Xota, já é uma coisa mais mano.

Capô de Fusca, das antigas, mas a gente ainda escuta, todo mundo sabe o que é.

Pata de Câmelo, pouco comum, pouco comum.

Mc Donald, nunca ouvi, mas os adolescentes que conversei disseram que se usa agora. Só imaginar o logo ao contrário.

Precheca, uma versão mais chique de Pepeca.

Buçanha, parece que você já está automaticamente chamando a pessoa de piranha. É um combo!

Xavasca, nevasca, nebrasca. Todas as palavras com N e com Asca.

Aranha, acredito que seja um termo mais lésbico. Quem souber, ajuda esclarecendo, por favor.

Perereca, fofo para crianças.

Pomba, chique, elegante e se você for flagrado falando pode dizer que conversava sobre pássaros.

Racha, coisa de médico. Ninguém mais usa isso senão eles.

Tcheca, herança europeia talvez?

Bacurinha, já escuto uma avó falando: “Vai lavar a bacurinha, menina!”

Babaca, coisa de tia, com certeza é coisa de tia.

Ximbiu, uma coisa menos elitizada, mas povão.

Lanchinho da Madrugada, uma coisa mais do funk.

Xonda, segue a linha da xota, só que mais agressiva. Lembra moto honda também.

Vulva? Não sabemos o que é!
Usamos só vagina para tudo mesmo!

FEVEREIRO SEM CARNAVAL

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Algumas coisas nos tornam pessoas melhores!

Esse mês não tem carnaval e isso é estranho de se ouvir, ainda mais estranho de se ver.

É que os dois, fevereiro e carnaval, são almas gêmeas, nascidos para viverem um com o outro, por todos os dias, até o fim dos seus dias. Eles são vivos e quentes juntos, não separados. São como feijão com arroz, bife com batata frita, sol com mar. São como todas as coisas que ficam melhores juntas do que separadas.

Não que Fevereiro e Carnaval sejam ruins separados, muito pelo contrario. Acho Fevereiro ótimo, com ou sem Carnaval. Acho o Carnaval ótimo, com ou sem Fevereiro. Mas quando a palavra Fevereiro vem junto da palavra Carnaval, parece que ficam melhores, maiores, mais bonitas. Algumas coisas realmente são melhores juntas.

E fevereiro, cai para nós, é tão pequeno, tão rápido e tão intenso, que é perfeito para o Carnaval. Perfeito para amores inesperados, para alegrias incalculáveis, para sonhos intermináveis. Perfeito para viver! É isso, fevereiros com carnavais nos chamam à viver.

E Carnavais, cai para nós, são tão intensos, tão rápidos, tão pequenos, que são perfeitos para Fevereiro. Carnavais são perfeitos para a fuga brasileira, escape de um país que sofre tanto e chora tanto que, por isso, precisa sorrir sem parar por uma semana. São perfeitos para desabrochar a oportunidade cega de uma gente que vive assombrada por um conservadorismo incrustado na pele e busca, nas festas sem fim dele, um momento para despir a alma, mas ainda assim, algumas vezes, continuar apontando dedos. É isso, Carnavais em fevereiro nos chamam a viver.

No fim, é preciso mesmo pensar nas coisas que são melhores juntas. Algumas vezes somos melhores quando estamos com amigos que nos tornam melhores. Somos pares melhores, com amores que nos tornam melhores. Somos filhos melhores com pais que nos tornam melhores. Somos pessoas melhores quando deixamos que nos façam melhores.

Que então, seja março melhor, muito melhor, por ter nele o Carnaval. Que então, seja Fevereiro um aprendizado, por estar agora sozinho. Que a gente seja melhor por ter um ao outro, por ter nós mesmos!